quinta-feira, 12 de outubro de 2017

De que escola precisamos?



"DE QUE ESCOLA PRECISAMOS?
FRONTEIRAS XXI

Em 1900 imaginava-se que este seria o modelo da escola do futuro. E agora o que esperamos?

Um debate muito bem organizado, dinâmico, sensato, com um moderador (Carlos Daniel) bem informado, mas generoso. Convidados (David Justino, Maria Manuel Mota e Joaquim Sousa) capazes de expressar opinião de forma civilizada e coesa.
Um bom programa para todos, mas especialmente para quem, de fato, queira pensar sobre este assunto de forma profunda.

Para quem acredite na escola como mais do que uma simples resposta às necessidades do mercado de trabalho (que dificilmente conseguimos antever) e a considere mais como uma plataforma social de aprendizagem de conhecimento, aquisição de ferramentas de desenvolvimento global do indivíduo e disseminação das desigualdades sociais.

Uma conversa para quem sabe que a estabilidade e a História não podem ser deixadas ao acaso e que a escola que precisamos há-de ser antes de tudo, uma plataforma de compromisso entre os modelos mais tradicionalistas e as experiências internacionais mais inovadoras.

Uma chamada de atenção para os prejuízos irrecuperáveis do experimentalismo desregrado e para a necessidade de dar o verdadeiro crédito ao método científico de investigação (problema; hipótese; amostra; controlo; implementação; avaliação; reajuste; avaliação; confirmação; alargamento da amostra, conclusões, formação). Cada vida tem um tempo que não se coaduna com substituições e fazer tudo de novo.

Se não viu pode recorrer ao RTP Play.
Mais um produto com o interessante cunho Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Frases a reter
"Uma escola para todos e para cada um."
"Estar na escola tem que passar a ser uma aventura."
"Quem mantém o sistema de pé são os professores."
"Quando se experimenta num laboratório e se parte um tubo de ensaio, pode substitui-se o tubo de ensaio. Não é o caso na educação." "

Uma reflexão Mentes Despertas em 
https://www.facebook.com/pg/Mentes-Despert2s-929823040489474/posts/?ref=page_internal

domingo, 8 de outubro de 2017

O Marinheiro que perdeu as graças do mar...

Inesperado.
Um misto de doçura e imprevisibilidade.

A forma tradicionalista e espiritual como o autor viveu a sua vida (nascido em 1925, suicidou-se praticando o ritual japonês), empresta um brilhante idealismo samurai à sua obra que nenhum leitor consegue ignorar.

"... passaremos os dias a tremer na submissão, no compromisso e no medo, preocupando-nos com o que estão a fazer os vizinho, a viver como ratos. E um dia casamo-nos e temos filhos, e depois tornamo-nos pais, a coisa mais odiosa que existe a face da terra."

" A conversa era banal, observações que quaisquer pessoas da terra podiam trocar e saía facilmente. Tinham imaginado, durante os meses de separação, que, quando voltassem a encontrar-se, lhes custaria conversar um com o outro; restabelecer o elo que os unira durante os três dias de verão, parecia-lhes impossível.
Passar-se-ia tudo novamente como um braço que desliza pela manga abaixo dum casaco que vestimos pela última vez há meio ano? "

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SKAM - SHAME - VERGONHA

Uma forma bastante original e dinâmica de contar a história de um grupo de jovens estudantes, moradores nos subúrbios de Oslo.

A série norueguesa dá as cartas pelos planos de filmagem mais "naturalistas" e pelo enredo individualistas (em cada temporada a história segue uma personagem e as que com ela interagem diretamente, assim como realça apenas os assuntos que para a personagem (e não para o público ou história) possam interessar.

Aborda de forma bastante envolvente e contemporânea temas universais e clássicos como o amor, a amizade, as diferenças culturais, os subgrupos, o bullying, os comportamentos sexuais, as doenças mentais, a pobreza, os preconceitos.

Não é de estranhar que a todos nos tenha desiludido o cancelamento da série na quarta temporada. Ainda assim recomendo :)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Disto dos dias de comemorar a própria existência...

Aprendi a serenar a necessidade de controlo. Depois de muitas tentativas falhadas de torná-lo mais especial que os outros, reconheci que o que sabe melhor é passá-lo com quem está perto do nosso coração.
Começa sempre assim, com um ou outro convite, uma ou outra ideia deixada por alguém e vai-se construindo doce, meigo e especial. 

O que me leva invariavelmente a pensar sobre isso: sobre o momento, sobre a idade, sobre o que passou, sobre o que estará para vir.

Incrível esta tranquilidade que nos invade após as maiores tormentas, esta esperança tímida que permanece no tempo que passamos só connosco, esta certeza invisível (mas constante) de que as voltas da vida são muito retorcidas, mas há mesmo espaços que parecem criados apenas para nos esperar e receber.

               



O MELHOR ainda está por vir 

Possa a vida preencher-se de retalhos de diferentes formatos e cores
unidos em linhas doces que o meu ser saiba conceber,
porque metade de mim é sossego,
e  a outra é preenchida por brilhantes pedaços de céu.

Saiba o passado acompanhar-me silenciosamente
e o futuro reconhecer as janelas por onde espreitar,
porque metade de mim é gratidão
e a outra metade é curiosidade.

Possa o tempo ainda por viver 
trazer a grandiosidade do Amor,
porque metade de mim é harmonia 
Mas a outra é uma inquietante vontade de viver



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