eu em outros

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Mataram a Cotovia - Harper Lee-














"- Então não faz mal odiar Hitler?
- Claro que faz - disse ele. - Não se deve odiar ninguém.
- Atticus - continuei - há uma coisa que não estou a perceber. Miss Gates disse que é horrível o que o Hitler está a fazer, até ficou toda vermelha...
(...)
- Miss Gates é uma senhora muito simpática, não é?
- Claro que é - respondeu o Jem. -  Eu gostava dela quando andava na sua classe.
- É que ela odeia muito o Hitler...
- E o que há de errado com isso?
- Bem, hoje ela falou qu'era errado ele tratar os judeus daquela maneira. Jem, não está certo andar a perseguir as pessoas, pois não? Ou melhor, ter maus pensamentos sobre aguém, não é?
- Claro que não, Scout. O que é que se passa contigo?
- Sabes, quando naquela noite, no tribunal, Miss Gates... ela estava a descer os degraus à nossa frente, tu não a deves ter visto... ela estava a falar com Miss Stephanie Crawford. Eu ouvi-a dizer que já era altura de alguém lhes dar uma lição, que estavam a exceder-se e que a seguir já iam começar a pensar que podiam casar connosco. Jem, como é possível odiar tanto o Hitler e, assim que se voltam as costas, ser-se tão mau para as pessoas da nossa terra..."

Mataram a Cotovia - Harper Lee

terça-feira, 27 de abril de 2021

Da vida...

 


sábado, 27 de abril de 2019

do amor.






OUVI DIZER - Ornatos Violeta

sexta-feira, 19 de abril de 2019

"Já vi/ há dias em que tu/ não cabes em ti" - Ala dos Namorados


Fotografia de Marta Filipa Costa


"Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas
(...)
Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus
(...)
A noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p'ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro"

Ala dos Namorados
Há dias em que mais vale



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

pequena dor.


Descobri há pouco tempo esta música de um dos meus cantores preferidos.
Adoro as letras da maioria das suas canções e esta não é excepção.
Querem perceber? Ouçam com atenção.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Moça e algumas coincidências 🙂


Acontece muito deixar que outro tipo de inteligência escolha a música que o meu tipo de sensibilidade gosta de ouvir. Isso é bom, não é? Acho até que se pode considerar como uma medida para atenuar esta minha mania de controlar tudo.
Ou então uma forma de me animar com o futuro sendo que ele vai ser cada vez mais assim e não necessariamente deixaremos de ter a capacidade para nos emocionar.
Eu gosto disso e divirto-me muito. É VOCÊS?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

COMBOIO NOTURNO PARA LISBOA - DA DEMASIA



"Ele pediu-me para estacionar o carro e fizemos amor. Depois disso pediu-me novamente para parar, e cada vez com mais frequência. A avalancha soltou-se- Ele procurava-me. Mas foi precisamente isso: ele procurava-me a mim, eu procurava a vida. Ele queria cada vez mais, queria-o cada vez mais rápida e avidamente. Não que alguma vez tivesse sido rude, ou até violento. Pelo contrário, antes dele eu não soubera que tal ternura era possível. Mas devorou-me com a sua ternura, aspirou-me para dentro de si,tinha uma sofreguidão tão desvairada da vida, do seu ardor, dos seus desejos... E a sua fome tinha tanto a ver com o meu espírito como com o meu corpo. Naquelas poucas horas quis conhecer toda a minha vida, todas as minhas recordações, pensamentos, fantasias, sonhos. Tudo. E compreendia com uma tal rapidez e precisão que, depois do primeiro espanto lisonjeiro, começou a meter-me medo, pois a sua compreensão desenfreada rebentava com todas as barreiras de protecção.
Nos anos que se seguiram eu punha-me sempre em fuga, assim que alguém começava a perceber-me. Também isso acabou por passar. Mas algo ficou: não quero que alguém me compreenda inteiramente. Quero percorrer o meu caminho pela vida no anonimato. A cegueira dos outros é a minha segurança e a minha liberdade.
Se bem que possa parecer que ... se interessou verdadeiramente por mim, com toda a sua paixão, não foi isso que aconteceu de facto. Não se pode dizer que tenha havido um encontro. Ele como que sugava tudo o que experimentava, sobretudo a própria substância da vida, que nunca o saciava. Para me exprimir de outra maneira, eu nunca fui verdadeiramente alguém para ele, mas apenas um palco de vida, um palco de que ele se apossou, como se até aí lho tivessem interdito.
(...)
Era algo de genuíno, de real. E no entanto não tinha nada a ver comigo. Queria levar-me para uma viagem que acabaria por ser, exclusivamente, a sua viagem, a sua viagem interior para as regiões desdenhadas da sua alma.
És demasiado esfomeado para mim, lembro-me de lhe ter dito. Não posso, é de mais; simplesmente não posso!
Naquele momento, naquela noite em que ele me puxou para dentro da entrada de um prédio, eu estava disposta a segui-lo até ao fim do mundo. Só que na altura não conhecia aquela sua fome terrível. Pois, porque, de certa maneira, havia algo de terrível naquela sua avidez de vida. Um poder devorador, destruidor. Assustador. Tremendo.
(...)
Só então compreendi: as minhas palavras tinham-no deixado com a sensação de ter perdido a dignidade, e todo aquele formalismo, toda aquela correcção, não significavam mais do que uma tentativa inábil de me demonstrar que a tinha reconquistado, essa dignidade." "in COMBOIO NOTURNO PARA LISBOA - Pascal Mercier


sábado, 1 de dezembro de 2018

O "peso" do AMOR


"You're waiting for something and Know not the name.
It itches behind you but you stay the same.
You Know that you're empty. But you Know you'r safe.

You tell yourself you'd wait for the one
You never fight! This war can't be won.
You're your own worse habit. Your very own stain.

(...)
It's been quite awhile since I've opened my heart.
A litle too long since the day it all started.
I've got to move on, cuz I fell the strain.

Tell yourself you've made a mistake,
The age old story: oh how this heart breaks!
But you steel yourself, and soldier on.

I'd take a bullet before I take love.
(,,,)"
Nathan Hartono
Weight of her love
image in TabLyricFm

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

VIVER!


LIVE FOR THE MOMENTS
 YOU CAN'T
 PUT INTO WORDS!


Depois de todas as batalhas, para além de todas as vitórias, apesar de todos os fracassos, aliado a todos os sonhos, estão estes momentos. 

Fragéis, efémeros, simples e de um valor que palavra alguma alguma vez conseguirá aproximar.
É o que vos faz minhas pessoas, meu espaço.

É o que vos faz EU!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

The truth is I am a toy!


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Pausa. Sorriso. Horizonte. Felicidade.


Tão eu. 
Não no jardim, mas na varanda. 
Durante a noite. Durante o dia. Ao final da tarde. Ao virar do dia.
Às vezes a ouvir música, outras a apreciar o silêncio.
Umas vezes a comer, Outras a beber café ou um copo de vinho tinto. 
Às vezes a ler, muitas vezes só a organizar emoções.
Habitual e, inevitavelmente, a escrever  muitas páginas que ficam no rascunho de vários projetos em construção.

Estar só e ser genuinamente feliz. 
Estar só e conversar de forma enriquecedora.
Dar andamento a ideais.
Dar sentido à vida.
Ser inteira.
Ser intensa.
Ser.
De verdade!



imagem retirada de uma publicação do feed do facebook (não me recordo de qual)


segunda-feira, 18 de junho de 2018

She Used To Be Mine







quinta-feira, 14 de junho de 2018

Yes, I do!


terça-feira, 12 de junho de 2018

Ñaque


Aqui fica mais uma sugestão daquelas que neste momento já não é possível usufruir, mas procurem por aí. As peças vão rodando vários teatros e se, por acaso, se esbarrarem com ela, asseguro-vos que vale a pena ir lá deixar que o alfinetes espetem esta bolha que todos nós vamos deixando crescer dia após dia.

Simples, emotivo, acutilante. Texto extremamente interessante e profundo.
Uma representação magnífica.

Então e depois? Daqui a pouco? 
Eles esquecem-se? Esquecem-se de nós? 
Não fica nada?

Felizmente fica. Muito, até! ;)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

SPEAK UP ;)


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sobre as mil e uma vidas que vivo dentro da minha cabeça, sem conseguir expressar ou partilhar





É recorrente em mim a sensação de só conseguir expressar cerca de um décimo dos pensamentos que me ocorrem a todo o momento.
Tanto do que sinto, penso ou vivo, fica somente dentro de mim.
Tantas vezes gostava de conseguir produzir concretizações com a mesma rapidez com que a vida provoca ideias no meu cérebro.
Mais mil vidas que a minha vivo aqui, dentro da minha cabeça!


" das mil experiências que fazemos apenas conseguimos transpor uma para a linguagem e, mesmo essa de forma fortuita e sem o apuro que merecia. Entre todas as experiências mudas, permanecem invariavelmente ocultas aquelas que, imperceptivelmente, transmitem à nossa vida a sua forma, o seu colorido e a sua melodia. quando depois nos viramos para esses tesouros. Como uma espécie de arqueólogo da alma, descobrimos quão desconcertantes eles são. O objecto da observação recusa a imobilidade, as palavras deslizam para fora da vivência e no final o que temos no papel não passa de um espólio de contradições.
(...)
Se é verdade que apenas podemos viver uma pequena parte daquilo que em nós existe, então o que acontece ao resto?"
Pascal Mercier - Comboio nocturno para Lisboa  

sexta-feira, 18 de maio de 2018

keep going ;)

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Bad boys bring heaven to you!



Nada me preparou para estar aqui com meio século volvido desde que apareceu em mim esta fragilidade de contar com os outros como iguais, como parceiros, como dadores.
Pessoas com capacidade e vontade de amar, de fazer sorrir, de estender a mão, de caminhar lado a lado.
Nada me preparou para o momento ( não sei bem quando aconteceu) em que aceitei que o segundo dia da vida é este: isolamento, independência, uso, abuso, desprendimento.
Não posso dizer que tenha aguentado com clareza a força do choque de abrir os olhos, mas fui-me apercebendo de que as experiências nos trazem uma astúcia difícil de transmitir ou admitir.
Tentei de todas as formas que me ensinaram, de todas as outras que julguei originalmente ter construído para mim.
Tentei com o tipo A, B, C e todas as outras letras do alfabeto que tive tempo, oportunidade e paciência para viver.
Com mais ou menos brilho, mais ou menos suspiros, mais ou menos ilusões e desilusões, o resultado foi sempre o mesmo.
FIM.
ESVAZIAMENTO.
DOR.
ALINHAVOS.
COSTURAS.
RECONSTRUÇÃO.
A noção da finitude da vida pende sobre mim mais do que em outras fases.
Terei ou quererei eu gastar o tempo que me resta num processo de repetido e tão mais cansativo do que prazeroso?
Aprendi a dizer NÃO.
Aprendi a dizer mais vezes SIM.
SIM.
SIM.
SIM.
Sim, às horas que passaremos juntos sem que te ofereça nada de mim.
Sim, ao usufruir da tua dedicação sem que perca um segundo a pensar em ti.
Sim, à luxúria, à evasão.
Sim, a ter as piores intenções sem perder tempo com ilusões
Sim, à certeza de que, melhor do que ir para o céu, é experimentar do melhor do mundo...
...
Já aqui.;)



quarta-feira, 2 de maio de 2018

vamos começar a sério?


segunda-feira, 23 de abril de 2018

O QUE OS OUTROS VEEM NAQUILO QUE AMBOS LEMOS ;)


E a prova de que muito mais haveria para dizer sobre este livro aparece quando, 
depois de fazeres todas as tuas publicações, 
descobres que as outras pessoas que o leram também tiveram a mesma ideia e...
 para teu deleite e surpresa...
 realçaram exatamente...
o que tu não referiste!
Não podia ser mais perfeito.
Querem descobrir?

Copyright © T&M
Design by Fearne