os filhos dos outros
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Um homem de família
domingo, 14 de outubro de 2018
enjoy the litle things
Parece que o outono já chegou, mas, pelo menos por aqui, largou as malas, mas tem andado mais fugido do que presente.Perfeito. Bom, bom é que seja assim. Ameno!
E perfeito rima com felicidade.
E todos já lemos que a felicidade é mais percurso que destino e, se ainda não ouviram, digo-vos eu: é mais nosso interior do que as circunstâncias que nos acolhem.
E para quem quer desculpas para sorrir e se emocionar, ficam algumas sugestões.
TEATRO MUSICAL - A BELA E O MONSTRO - produção Ballevita - Academia de Artes
imagem em TIME OUT Lisboa
29 set a 21out
sábados e domingos
Auditório - Centro Cultural da Malaposta ( Odivelas)
o que me fez sorrir:
a sala cheia com todas as idades e gerações: bebés, crianças de colo, meninos do jardim, da escola primária, pais, tios, avós, meninos e meninas, mulheres e homens;
a persistência dos sonhadores: os que produzem, os que escrevem, os que ensinam, os que aprendem, os que cantam mesmo sem voz, os que dançam mesmo sem jeito;
os olhos brilhantes e o medo que se via aqui e ali nas caras fascinadas das crianças;
os comentários espontâneos, divertidos e tão fora da caixa de algumas crianças "Mas o que é que elas lá estão a fazer?/ Vão ajudá-lo./ Ah, mas elas são médicas?" e "Porque é que elas estão todas vestidas de igual? Moram todas na mesma casa?";
a empatia dos mais novos "Mãe, coitadinho do Monstro. Ele está triste e sozinho";
a profunda e verdadeira admiração pelo vestido de baile da princesa "Oh, mãe, vê, vê o vestido dela" e "Ohhhh, quem me dera estar na primeira fila!"
Ver que as crianças ainda são crianças apesar de tudo, apesar do pouco tempo, da pouca atenção, da vida corrida e das novas tecnologias. As crianças resistem e sim, ainda têm a capacidade de se deixar emocionar.
EXPOSIÇÃO "QUEL AMOUR!?" - ERIC CORNE
imagem na NIT
Exposição Temporária
Museu Coleção Berardo
Piso 0
gratuita
"Na imagem está uma peça de Eric Rondepierre, uma película de antigos filmes de amor queimada e depois fotografada. A exposição tem trabalhos de várias expressões artísticas e obras sexualmente explícitas. O museu recomenda que os menores sejam acompanhados pelos seus tutores legais quando visitarem “Quel Amour!?”. A exposição fica patente até 17 de fevereiro." - NIT
" Quel Amour!? reúne artistas de diferentes gerações, países e culturas para os quais o Amor foi fonte de inspiração. Indubitavelmente, o Amor é dos sentimentos mais determinantes da vida humana, pelo que foi e é ainda um tema presente na história da arte.
A humanidade, em geral, e os artistas, em particular, pela sua sensibilidade, sentem a necessidade de exprimir este sentimento, tão pessoal e diverso, que se manifesta de inúmeras maneiras. É esta pluralidade que se pretende explorar em Quel Amour!?.
Esperamos que seja um ponto de partida para uma reflexão mais profunda sobre o tema do Amor, sobre a sua diversidade e transversalidade, contribuindo assim para uma melhor compreensão de nós próprios e do nosso mundo." - museu berardo
O que me faz sorrir:
o artigo no site do Observador.pt, por ser completo, por mostrar a génese do projetos, por nos dar indicações sobre como viver a exposição
JAZZAFARIT UNIT - EL CORTE INGLÉS
14 out
21h´
gratuito
o que me faz sorrir:
a música, o momento, a expressão
´REVERSE - POLL&BEACH LOUNGE
imagem em casamentos.pt
o que me faz sorrir:
sushi & outros
loiça de porcelana
pé na areia
olho no mar
/
sábado, 13 de outubro de 2018
Ver com outros olhos
"Que percepção terá da imagem uma pessoa que não vê, ou que vê muito pouco?"
até 12 nov 18
10.00 -18.00
edifício sede - galeria do piso inferior
entrada livre
Um projeto desenvolvido pelo MEF - Movimento de Expressão Fotográfica, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian através da iniciativa PARTIS - Práticas Artísticas para a Inclusão Social.
O que me fez sorrir:
o cuidado explícito na disposição e descrição das obras para visuais, invisuais e pessoas com visibilidade reduzida (o que faz todo o sentido, mas que serve também de mostra de como a inclusão se pode fazer mais do cuidado do que do problema);
a grandiosidade e a generosidade do projeto (fico verdadeiramente feliz, acende-se algo na minha alma sempre que percebe que o mundo continua a rolar e sempre continuará, porque enquanto uns se esforçam para fixar calços, outros dedicam-se a tirá-los de lá. Foi a esperança que me fez sorrir)
o realismo e a crueza com que o tema é exposto, a honestidade das descrições, a dureza das histórias de vida, a coragem da exposição (revi muito so que já tinha ouvido, percebido, aprendido e senti . na minha modesta opinião - que apesar da amostra ser reduzida era muito significativa.
rever o Braille, ainda que aumentado e diferente, reconhecer palavras, recordar momentos, recordar batalhas, recordar sucessos, recordar sorrisos, gestos. lembrar que a vida é feita disso também: boas recordações.
A propósito:
OFICINA DE FOTOGRAFIA INCLUSIVA - Imagens do Sentir
sábado 13 - 11.00
público geral - +10 - inclusiva
Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles - jardim
Mais informações e imagens passem lá no site da gulbenkian.pt
sábado, 16 de junho de 2018
13 Reasons Why - T2
Não vou dizer que se entranhou automaticamente como a primeira temporada porque não é verdade,
mas não deixa de ter o valor por tudo o que esteve por trás de quem a escreveu, dirigiu ou realizou.
A verdade é que os temas como a violência, a violação e as várias formas de intimidação da população feminina, o abuso de álcool e outras substâncias, a conivência ou incentivo dos adultos, as depressões e os suícidios ainda precisam de muitas agulhinhas que os empurrem para a luz do dia, onde possam ser discutidos com clareza e com informação correta por parte de quem de facto sabe o que dizer.
Ainda bem que a maioria de nós acha algumas partes da série exageradas (o que não é o meu caso) por nunca ter sentido nada do género. Por isso mesmo servem de aviso para quem possa estar a lidar com ela sem se aperceber.
foi uma das frases que ficou da primeira temporada e que continuará a fazer sentido.
Temos mesmo!E porque não começarmos por saber mais, conhecer mais?
Para além das temporadas, existe também dois episódios de debate sobre as temporadas (com muitos spoilers) mas que podem interessar a quem queira perceber melhor o porquê de certas coisas.
Estamos em Portugal, sim. Existem situações que são diferentes em Portugal.
Será?De certeza?
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Para pessoas.
É contraditório dizer que acredito no poder das palavras, da educação, da sensibilização e ao mesmo tempo ter tão pouca fé nas pessoas, na sua razoabilidade, na sua capacidade de audição e compreensão?
Será assim tão contraditório ter esta facilidade de me expressar sobre tantos assuntos e depois deixar ficar para lá quando o mesmo me é próximo e posso realmente falar sobre ele de forma informada, embora (obviamente) pessoal?
Na verdade, talvez não seja assim tão estranho.
Apesar de gostar de conversar com pessoas, seja para perceber os seus pontos de vista ou para conhecer realidades que me são distantes, preciso de reconhecer nela uma certa dose de razoabilidade para partilhar realmente o que penso.
Apesar de gostar de conversar com pessoas, seja para perceber os seus pontos de vista ou para conhecer realidades que me são distantes, preciso de reconhecer nela uma certa dose de razoabilidade para partilhar realmente o que penso.
Não creio que a discussão gratuita tenha mais efeito positivo do que negativo (especialmente na pessoa que se apresenta com espírito mais aberto), mas também me inquieta que se ouçam sempre mais as vozes/ideias dos que falam mais alto, dos que estão em maioria ou dos que têm mais poder.
E que, expressa na expressão "quem cala, consente" se continue a depreender que todos nós, os mais educados e silenciosos pensamos o mesmo.
E que, expressa na expressão "quem cala, consente" se continue a depreender que todos nós, os mais educados e silenciosos pensamos o mesmo.
E vou, percorrendo o meu caminho discretamente apesar desta minha mente cheia de ideias acutilantes, sabendo, no entanto, que também é minha obrigação como cidadã responsável e participativa dar o meu contributivo, juntar-me ao lado que acredito ser o certo, demonstrar a minha opinião.
Por isso, apesar da minha normal tendência para evitar o conflito aqui vai.
Para quem possa estar interessado em conhecer uma opinião pessoal, sem influências políticas de qualquer ordem ou de qualquer outro interesse para além do próprio e do que considero ser a justiça em geral.
Adianto desde já que não acredito que de nada adiante para mim ou para os outros, todas estas intervenções que têm sido feitas.
Como em tantas outras vezes e em tantos outros assuntos e áreas vai tudo cair num grande saco de "lamúrias" e "eles que vão trabalhar que isso passa-lhes", mas em nenhum momento alguém conseguiu algo só por ouvir, calar e cumprir e isso justifica o meu testemunho.
Então de que se trata esta coisa dos efeitos de progressão?
Simplificando.
Os professores que trabalham na função pública depois de entrarem para o quadro (efetivos num agrupamento ou numa zona com um raio de vários quilómetros, mas isso é outra conversa) começam a contabilizar os seus anos de carreira para efeitos de progressão, ou seja, para que possam ir subindo de escalão (e por isso mesmo tenham um aumento no vencimento, mas não só).
Questões de desconhecimento do senso comum:
1) o professor no ensino público procura emprego candidatando-se ao concurso público geral (para todos e para todo o país) e mesmo depois de alguns anos a desempenhar funções com avaliação positiva pode não conseguir de facto um lugar efetivo na função pública. Há muitos professores que trabalham vinte anos sem nunca efetivarem;
2) também há professores que efetivam logo no segundo, terceiro contrato de trabalho. Quais são? Bem, quando eu entrei na carreira, era necessário ter tido uma classificação alta no final do curso (muitas vezes as pessoas esquecem-se que há quem tenha 17 e há quem acabe os cursos com 11 e já não vou falar das várias variantes do ensino, o que dava para outro post completamente diferente) e ir juntando (a cada ano de trabalho 1 valor) ficando assim mais bem cotado na lista de candidatos (graduação de professores). Hoje, acho que existe um norma europeia que obriga à efetivação dos docentes com três contratos anuais seguidos (o que parece ser mais semelhante com o regime geral);
3) porque é que professores mais novos continuam a desempenhar funções, quando os mais antigos não têm trabalho? excluindo as zonas como Lisboa e Porto, as vagas para desempenho de funções são em inexistentes ou em muito menor número do que o dos docentes que para ela concorrem. Assim é preciso arriscar as vagas que ficam a 200 ou mais km de casa para se conseguir uma vaga, o que não é plausível para algumas pessoas (o que não deixa de ser compreensível);
4) desde que entrei na carreira em 2005, esse sistema de escalões e vencimentos já foi revisto durante a fase da tão conhecida "crise" e adaptado, sem grande parcimónia ou negociação para valores e tempos mais razoáveis ao estado da nação. Se concordo? Não interessa. Interessa que quando em 2003 comecei a desempenhar funções no público, descorando o privado, tinha em vista um percurso profissional, que ainda se mantinha em vigor quando em 2005 foi celebrado entre mim e o Ministério da Educação, um contrato de trabalho com deveres e direitos para ambas as partes (como todos os outros contratos) e que, sem o meu consentimento direto ou apresentação de negociação para a minha saída, foi sendo alterado todos os anos, tenha sido no valor do ordenado base, nos privilégios e taxas para o subsistema de saúde e aposentação ou no caractér e tempo de desempenho das funções. Independentemente da opinião pública sobre as condições (alegadamente) demasiado vantajosas do meu contrato, não me parece correto que eu tenha acordado com os termos de um contrato que depois é alterado sempre sem meu consentimento, cuidado com o meu interesse ou apresentação de uma proposta para a minha saída (uma vez que continuo desde 2005 afeta ao Ministério de Educação com um protocolo de saída bastante burocrático e dispendioso (outro assunto que não vou abordar agora).
O que é isso do congelamento e da contagem do tempo de serviço?
Simplificando.
Uma vez que desempenhamos uma função pública, sob a alçada de um ministério público, somos influenciados pelo Orçamento de Estado e pelas políticas financeiras e económicas do país.
Assim, existiram anos em que se optou pelo congelamento da progressão das carreiras de todos os professores da função pública, como medida de contenção do défice público. Ou seja, o profissional não podia subir de escalão, mesmo que já tivesse completado o tempo necessário para tal.
Desmontando:
1) os professores do ensino público não podem nunca saber como vai progredir a sua carreira apesar do Estatuto da Carreira de Docentes definir claramente o protocolo dessa progressão. Nunca se sabe quando e durante quanto tempo esse congelamento vai acontecer;
2) já sendo pouco razoável que aconteça, mais grave é que desde 2005 já aconteceu várias vezes e não por períodos de um ano ou dois, mas num total de nove anos (os famosos), o que implica que há treze anos que o profissional não é promovido (com tudo o que isso implica) ao contrário do que tinha ficado estabelecido quando quando assinou o contrato ou como (infelizmente é mais este o caso) está estabelecido no novo Estatuto da Carreira Docente, revisto durante este período.
3) isto tudo já era mau o suficiente. Por estes e por muitos outros motivos que não vou abordar aqui para não vos cansar, os professores fizeram muitas outras greves, mas o que está agora em cima da mesa é ainda pior. O que o governo propôs foi não contabilizar esses nove anos de serviço,
simplesmente como se eles não tivessem acontecido. Se isto é grave? Não vejo qual seja a dúvida. É muito grave, porque não é verdade!
Porque é que os professores não aceitaram a negociação da contagem de dois anos em vez de nove?
1) Uma vez mais porque não faz sentido. Não é verdade!
2) Aceitar a contagem de apenas uma parte do tempo era partir do princípio que é razoável que tal se encontre em discussão.
3) Uma anotação: apesar de já vivermos num maduro primeiro quarto do séc. XXI ainda se depreende que um grupo de pessoas iluminadas (A.K.A. delegados sindicais) seja mais capaz de defender o que eu quero do que eu própria e por isso, não posso, eu ou qualquer outro professor em seu nome (mesmo não sindicalizado) manifestar a minha preferência ou opinião. Assim, o governo não pode afirmar que os professores isto ou aquilo, porque quem quer que seja o representante do ministério não fala com os professores. Reúne com os sindicatos.
- OH AI! Tá.
- OH AI! Tá.
O governo alega não ter financiamento para pagar as progressões que essa contagem de tempo de serviço iria implicar. E agora?
1) Razoável ou não este é sempre um argumento eficaz de tão sensacionalista: apela aos bolsos de todos os contribuintes e aqui a coisa pia mais fino. Na verdade, não há mente inteligente que não saiba que o Estado gasta bem mais do que tem e do que tinha e que deslizamos rapidamente para um estado ainda pior do que o da tão famosa crise de há uns anos atrás. Ainda assim, algumas considerações:
1) não é dever dos professores ou de qualquer outro funcionário público arcar com as consequências dos erros de gestão dos senhores que deviam ter as rédeas do dinheiro público deste país (o que também é válido no setor privado).
2) o estado deveria ser a entidade patronal mais exemplar e justa. Os funcionários públicos são só pessoas (mães, pais, filhas, irmãos que vão trabalhar para sustentar a sua vida, como qualquer funcionário de outro sítio qualquer) com os mesmos direitos das outras pessoas, apesar do que se possa ter espalhado pela opinião pública sobre eles. Sim, os funcionários públicos são pessoas que desempenham uma função que se acredita ser do interesse da nação ou, caso contrário, não existiria. Existem bons, maus e muito bons profissionais na área da educação, tal como acontece em todas as outras áreas.
3) não é plausível que ninguém e muito menos um Estado Democrático promova a discriminação entre departamentos ou áreas, porque não cumpre as suas funções de gestão da nação. A opinião pública pode ter-se já esquecido e os funcionários públicos e os REFORMADOS podem ter-se já cansado de reclamar, mas ainda não passou assim tanto tempo desde que do nada ficámos sem o nosso direito aos subsídios de feria e de natal, sem nenhum tipo de contrapartida (certificados de aforro, dias de férias, valores extra para a progressão na carreia ou reposição parcelar e/ou parcial do valor que nos foi retirado).
4) se o estado não quer ou não pode deixar que os professores (por serem muitos) subam na carreira então que façam as coisas com clareza. Que assumam os anos que as pessoas desempenharam em funções docentes, cargos de gestão, o tempo de formação e a participação em iniciativas e projetos da comunidade e arranjem outra forma de justificar o não pagamento do valor atualizado dos vencimentos. Sejam claros, sejam honestos. Quer para a opinião pública interna, quer para o exterior.
5) o facto de sermos muitos retira-nos valor individual e o fato de trabalharmos num "departamento" de uma "empresa" tão grande e com outros "departamentos" semelhantes, também não ajuda na luta pelos nossos direitos, mas tal não pode servir de justificação.
O professor não é reconhecido individualmente pela sua entrega, pelo seu profissionalismo ou pelo sucesso no desempenho das suas funções, ainda que tal se verifique dia após dia nas condições menos favoráveis.
Poucos professores recebem o reconhecimento social pelo bom trabalho que realizam, pela influência positiva que têm nos seus alunos.
Não existe na sociedade uma consciência do valor da escola na construção da sociedade, do papel da mesma na democratização das oportunidades individuais, sociais e profissionais, nem da capacidade técnica que se encerra nos profissionais que "trabalham" na EDUCAÇÃO das gerações mais novas.
Não existe na opinião pública, não existe nas famílias, não existe especialmente por parte da entidade empregadora que não defende, valoriza,ou respeita os seus funcionários. Que não se preocupa e mantê-los motivados, reconhecidos pelo seu conhecimento técnico, pela sua contribuição para a "empresa". Que já há muito se esqueceu de cumprir as regras de saúde no trabalho ou de que para fazer cambalhotas são precisos alguns metros quadrados e um colchão.
Concluindo,
O professor não é reconhecido individualmente pela sua entrega, pelo seu profissionalismo ou pelo sucesso no desempenho das suas funções, ainda que tal se verifique dia após dia nas condições menos favoráveis.
Poucos professores recebem o reconhecimento social pelo bom trabalho que realizam, pela influência positiva que têm nos seus alunos.
Não existe na sociedade uma consciência do valor da escola na construção da sociedade, do papel da mesma na democratização das oportunidades individuais, sociais e profissionais, nem da capacidade técnica que se encerra nos profissionais que "trabalham" na EDUCAÇÃO das gerações mais novas.
Não existe na opinião pública, não existe nas famílias, não existe especialmente por parte da entidade empregadora que não defende, valoriza,ou respeita os seus funcionários. Que não se preocupa e mantê-los motivados, reconhecidos pelo seu conhecimento técnico, pela sua contribuição para a "empresa". Que já há muito se esqueceu de cumprir as regras de saúde no trabalho ou de que para fazer cambalhotas são precisos alguns metros quadrados e um colchão.
Concluindo,
todos os professores sabem que existe uma enorme probabilidade de o seu vencimento nunca ser maior do que é atualmente. Apesar de descontentes, desmotivados e a acumular cada vez mais funções (muitas delas que nada têm a ver com a sua), todos têm pouca esperança de que exista alguma reposição do que nos foi retirado ou reconhecimento público das injustiças de que temos sido alvo.
A diferença no vencimento líquido mensal é , na maioria dos casos, pouco proporcional ao nível de exposição a que no temos sujeitado e ao quanto nos têm desacreditado.
Os professores estão cansados de ser tratados como nada, fartos de faltas de respeito, saturados de falta de reconhecimento, desmotivados pela falta de diferenciação entre os diferentes tipos de profissionais, vitimizados por serem os bodes expiatórios e revoltados, como o resto da população, de que os contratos e as promessas não sejam cumpridas sem nenhuma consequência negativa para a parte incumpridora.
A diferença no vencimento líquido mensal é , na maioria dos casos, pouco proporcional ao nível de exposição a que no temos sujeitado e ao quanto nos têm desacreditado.
Os professores estão cansados de ser tratados como nada, fartos de faltas de respeito, saturados de falta de reconhecimento, desmotivados pela falta de diferenciação entre os diferentes tipos de profissionais, vitimizados por serem os bodes expiatórios e revoltados, como o resto da população, de que os contratos e as promessas não sejam cumpridas sem nenhuma consequência negativa para a parte incumpridora.
Não é uma questão só do vencimento ou das regalias.
É uma questão de dar os nomes às coisas. É sim, um questão de semântica!
Ainda que, efetivamente, nada mude.
Assumir que apesar de cumpridos X anos de serviço, o profissional se mantém no escalão # tem um significado diferente de fingir que o mesmo trabalhou apenas Y = X-9 e, por isso, não tem tempo de serviço que permita o reposicionamento no escalão seguinte, mais ainda quando (numa visão muito iludida) todos (os que trabalharam Y= X e os que trabalharam Y= X-9) serão equiparados e subirão de escalão ao mesmo tempo.
Faz sentido?
Não.
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