bailado

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O LAGO DOS CISNES - Russian National Ballet


Acontece uma vez ou outra querer partilhar algo que apreciei muito e não saber muito bem como descrever a grandiosidade e a abrangência do impacto que teve em mim.
É que fica a ecoar em mim mais sensação e sentimento do que racionalização e palavras, o que torna difícil descrever e explicar o que causou tão especial sensação.
É até muito provável que em outros, o mesmo talvez não tenho o mesmo impacto ou crie a mesma sensação, mas talvez a verdadeira beleza da arte seja mesmo essa. Cada um de nós poder recebê-la de forma pessoal e única.

E esta é uma arte sublime.
O bailado em si já se espera delicado e muito belo, mas ainda assim fiquei surpreendida pela leveza dos movimentos e pela beleza das imagens globais criadas pela coreografia de Marius Petipa.
Maravilhada com a sofisticação do guarda-roupa e pela perfeição quase desenhada dos corpos dos bailarinos, existiram momentos em que foi difícil manter claro no meu cérebro que não se tratavam de cisnes ou aves ou qualquer outra espécie fantástica qualquer, mas sim de pessoas. Os movimentos tão precisos, bonitos e expressivos, acompanhados pela magnífica banda sonora preencheram todos os recantos de minha sensibilidade e emocionaram-me mais do que consigo manifestar.
Um  momento delicioso e tão delicado quanto precioso que se assemelhou à concretização da magia da nossa capacidade de sonhar.
Recomendo a todas as almas sensíveis e a todos os que que gostem de se deixar encantar que aproveitem a oportunidade no dia 21 de dez no Centro Cultural Olga Cadaval.


imagem em bilheteira.fnac.pt

domingo, 14 de outubro de 2018

enjoy the litle things

Parece que o outono já chegou, mas, pelo menos por aqui, largou as malas, mas tem andado mais fugido do que presente.
Perfeito. Bom, bom é que seja assim. Ameno!
E perfeito rima com felicidade.
E todos já lemos que a felicidade é mais percurso que destino e, se ainda não ouviram, digo-vos eu: é mais nosso interior do que as circunstâncias que nos acolhem.
E para quem quer desculpas para sorrir e se emocionar, ficam algumas sugestões.

TEATRO MUSICAL - A BELA E O MONSTRO - produção Ballevita - Academia de Artes

     imagem em TIME OUT Lisboa
29 set a 21out
sábados e domingos
Auditório - Centro Cultural da Malaposta ( Odivelas)

 

o que me fez sorrir:

a sala cheia com todas as idades e gerações: bebés, crianças de colo, meninos do jardim, da escola primária, pais, tios, avós, meninos e meninas, mulheres e homens;

a persistência dos sonhadores: os que produzem, os que escrevem, os que ensinam, os que aprendem, os que cantam mesmo sem voz, os que dançam mesmo sem jeito;

os olhos brilhantes e o medo que se via aqui e ali nas caras fascinadas das crianças;

os comentários espontâneos, divertidos e tão fora da caixa de algumas crianças "Mas o que é que elas lá estão a fazer?/ Vão ajudá-lo./ Ah, mas elas são médicas?" e "Porque é que elas estão todas vestidas de igual? Moram todas na mesma casa?";

a empatia dos mais novos "Mãe, coitadinho do Monstro. Ele está triste e sozinho";

a profunda e verdadeira admiração pelo vestido de baile da princesa "Oh, mãe, vê, vê o vestido dela" e "Ohhhh, quem me dera estar na primeira fila!"

Ver que as crianças ainda são crianças apesar de tudo, apesar do pouco tempo, da pouca atenção, da vida corrida e das novas tecnologias. As crianças resistem e sim, ainda têm a capacidade de se deixar emocionar.



EXPOSIÇÃO "QUEL AMOUR!?" - ERIC CORNE

      imagem na NIT
Exposição Temporária
Museu Coleção Berardo
Piso 0
gratuita


"Na imagem está uma peça de Eric Rondepierre, uma película de antigos filmes de amor queimada e depois fotografada. A exposição tem trabalhos de várias expressões artísticas e obras sexualmente explícitas. O museu recomenda que os menores sejam acompanhados pelos seus tutores legais quando visitarem “Quel Amour!?”. A exposição fica patente até 17 de fevereiro." - NIT


" Quel Amour!? reúne artistas de diferentes gerações, países e culturas para os quais o Amor foi fonte de inspiração. Indubitavelmente, o Amor é dos sentimentos mais determinantes da vida humana, pelo que foi e é ainda um tema presente na história da arte.
A humanidade, em geral, e os artistas, em particular, pela sua sensibilidade, sentem a necessidade de exprimir este sentimento, tão pessoal e diverso, que se manifesta de inúmeras maneiras. É esta pluralidade que se pretende explorar em Quel Amour!?.
Esperamos que seja um ponto de partida para uma reflexão mais profunda sobre o tema do Amor, sobre a sua diversidade e transversalidade, contribuindo assim para uma melhor compreensão de nós próprios e do nosso mundo." - museu berardo

O que me faz sorrir:

o artigo no site do Observador.pt, por ser completo, por mostrar a génese do projetos, por nos dar indicações sobre como viver a exposição



JAZZAFARIT UNIT - EL CORTE INGLÉS



14 out
21h´
gratuito

o que me faz sorrir:
a música, o momento, a expressão
´

REVERSE - POLL&BEACH LOUNGE


     imagem em casamentos.pt

o que me faz sorrir:

sushi & outros
loiça de porcelana
pé na areia
olho no mar 

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

27 ossos - Tânia Cravalho



Comovente fio condutor, 
impressionante jogo cénico, 
brilhante leveza de movimentos.


                                         

27 OSSOS

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO, TEATRO MARIA MATOS E TEATRO SÃO LUIZ

Sinopse

Dança 
19 jan – 4 mar 
Ciclo Tânia Carvalho
Vislumbres de 20 anos a fazer orquéstica no reverso das palavras 
(uma lentidão que parece uma velocidade)

Criei esta peça de forma a parecer uma memória de uma peça que, imaginando, tivesse visto há muito tempo.                          
Transpus essa espécie de, memória enfraquecida, aos movimentos e sequências das cenas dos intérpretes. Acrescentei um fantasma, como se o fantasma do teatro, e que representa a memória coletiva dos espectadores. 
As cenas aparecem e desaparecem como quando nos estamos a tentar lembrar de algo. O que fica, o que desaparece.  
Vinte sete ossos (número de ossos em cada mão e em cada pé) a memória da pianista -  representada pelas mãos, a memória dos bailarinos - representados pelos pés. 
Tânia Carvalho


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