quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Época Natalícia!































Sem, duvida que a época natalícia se pode viver de diferentes formas de acordo com a educação e o modo de vida de cada um, mas parece-me pelo que se lê em todo o lado nesta época que os adultos tendem a nortear a suas vivências da quadra pelo que eles próprios viveram quando eram mais novos.

Não concordo que o Natal seja só para as crianças, mas existem assuntos que se relacionam mais com elas, especialmente no que se refere à educação nesta época.

Por todas as instituições de educação do país, o mês do Natal se caracteriza pelas avaliações de final de final de período e pela azáfama das decorações e ensaios para a esperada festa de natal. Bem ou mal é assim e nunca conheci nenhuma escola que fosse diferente.

O que justifica este post não é, no entanto, a azáfama, mas a vontade de deixar a mensagem de que seria benéfico aproveitar esta época para trabalhar áreas de formação cívica e de desenvolvimento pessoal e social.

Assim, respeitando as crenças individuais dos alunos e dos grupos, a título de "dar a conhecer" seria bom recordar a história do aparecimento da comemoração do Natal em Portugal, quais as tradições portuguesas mais antigas e não deixar que os festejos se fiquem apenas pelas árvores de natal e cartas ao Pai Natal. 

Existem imensos sites e livros para crianças sobre a época natalícia que abordam as mensagens morais implícitas nesta "história" da Bíblia de forma mais apelativa e simplificada para as crianças.

Visto ser um tema de interesse particular para as crianças e jovens e ser uma época mais favorável à tolerância poderá ser também aproveitada para trabalhar aspetos relacionados com o multiculturalismo tão presente na sociedade atual.

Será sempre bom para qualquer agente de educação fazer render as oportunidades para recordar e dar a conhecer valores como solidariedade, justiça, igualdade, bondade, respeito, esperança, humildade, entre outros...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

"Pobres daqueles a quem sobra tempo..."


                                                                    LOLITA


" Pobres dos que não têm nada para fazer"

Mais uma frase (mais coisa menos coisa) que ficou para mim de ouvir a minha avó dizer e de ouvir a minha mãe e os meus tios e tias repetir.

Hoje, no trabalho, alguém dizia em conversa de circunstância:

- Mais um fim de semana...

E eu respondi:

- Ainda bem! Passam sempre tão depressa.

E a pessoa perguntou:

- Ai é?

- Sim. Aliás, para mim, todo o tempo passa sempre muito depressa. Quando dou conta nunca consigo fazer tudo aquilo que julgava que ia conseguir fazer.

- É bom sinal.

Ao senhor, que já não ia para novo, respondi:

- A minha avó também dizia isso!

E são assim estes breves segundos que nos continuam a manter vivos mesmo depois de há muito já termos partido.

Momentos em que percorre pela pele dos vivos um arrepio e aos que já partiram...

Bem, na verdade não sei...

Mas gostaria de acreditar que lhes provocam um sorriso...

Beijinho avó :)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"O segredo dos seus olhos..."


Tal como muitos filmes "estrangeiros" já nos habituaram é um filme para pessoas pacientes, capazes de esperar pelas surpreendentes razões invocadas pela mente humana. 
Um desenrolar envolvente...
Como quase todos os meus preferidos com um final surpreendente!


Visionamento grátis no clube de vídeo de uma conhecida televisão por cabo. Aproveite ;) 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que passa por mim...


O sentir um direito inabalável de que a história tivesse tido um desenrolar muito diferente... um final feliz!

Que não ficasse aquela mágoa que se revolve no peito. A angústia, a tristeza que se avoluma de momentos a momentos...

Fica inconfessável a vontade de construir uma memória mais suave que aquela que restou da vivência da realidade e incontornável percepção que dela criamos...

Ser capaz de voltar a encher o peito de sentimentos felizes que não se contenham em nós e que transbordem no brilho dos nossos olhos, apesar da cicatriz mal curada da monotonia da desilusão...

Onde as portas parecem todas trancadas e as janelas há muito deixaram de provocar o apetite de espreitar, de conhecer...

É uma dor que fica na solidão e que não se mostra em público. 

Disfarça-se na esperança de que tempo com um final que faça juz ao nosso sofrimento e ao isolamento da nossa dor.


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