terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um edifício inteiro






“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
 Clarice Lispector

Mais uma chamada de atenção para a necessidade de adequação ao contexto e ao indivíduo do processo de educação.

Não se pretende uma massificação de personalidades e competências, mas o potenciar das possibilidades que as capacidades/incapacidades individuais podem ter no desenvolvimento do indivíduo e da sociedade em que se insere.

Muito repetido, mas muito esquecido...

O que somos não é para moldar ou depreciar. O conjunto do que, convencionalmente, consideramos os nossos defeitos e as nossas qualidades é o que nos faz seres distintos uns dos outros. 

Devemos trabalhá-los em conjunto com o intuito de nos servirmos deles na busca do que nos faz felizes (trabalho, dinheiro, justiça, intervencionismo, comida, relações afetivas, poder, solidariedade,etc) e não tornarmo-nos escravos de regras e protocolos massificados que servem apenas para nos toldar a criatividade e o pensamento crítico, impedindo-nos de ser verdadeiramente livres.



Fotografia em CAVAAN
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