domingo, 31 de dezembro de 2017

Rise UP

" When the silence isn't quiet
And it feels like it's getting hard to breathe

I'll rise up
High like the waves

All we need is hope
And for that we have each other"



Querido 2017:

Chegaste tão tímido e marcado por um 2016 impressionante e inesquecível.
Fizeste-te sentir em passos pequeninos e no início tão dolorosos.
Mas também tu te soubeste mostrar diferente e perfeito. 
Preenchido maioritariamente de vitórias (das pequenas, das grandes, das enormes), do tempo de calmaria, das coisas boas, do retomar, do ter a certeza.
Soubeste ser serenidade e desafio em medidas tão igualmente abaladoras.
Que de estruturas fixas não se faz uma vida realmente vivida, foi o que mais aprendi contigo.
Agora que chega a hora de me despedir de ti, devo confessar que ficarás num lugar muito especial de mim, da minha mente, do meu corpo, da minha vida.
Espero que deixes de herança a generosidade com que me trataste, apesar das dificuldades que foste largando no caminho.
Esta noite preenche-se o meu ser mais de agradecimento do que de querer.
De resto, o meu pedido é sempre o mesmo. 
Sempre foi e sempre se foi cumprindo com maior ou menor magnitude. 
Que se volte a cumprir.
Que o resto eu acabo por descobrir.

Bye ;)



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Espera por mim




Lido em metade de um dia em que as dores me impediram de dar pleno início a uma tão ansiada etapa da minha vida.

Um livro sobre a dor, sobre o pós-tragédia, sobre os efeitos colaterais das grandes desgraças.

Continuação do livro “Se eu ficar”, revelou-se um inesperado “melhoramento”quer da prespetiva, como da profundidade e construção da história, que a mim, como “amante da escrita”,  me agradou particularmente, sem no entanto perder o ritmo fácil e envolvente da obra anterior.


Um livro especial.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Inspire, frost and party yourself ;)





 






 




              








 


domingo, 24 de dezembro de 2017

Merry Christmas

"Your faith was strong 
but you needed proof 

She tied you to a kitchen chair 
And she broke your throne 
and she cut your hair 
And from lips she dew 
the Hallellujah 

Now, maybe there's a god of love
As for me, all I learned from love
Is how to shoot as someone
out drew you

It's a cold and broken Hallelujah"
                                            Hallellujah




Uma melodia doce que nos envolve numa sensação de esperança, apesar da dureza das palavras, da crueza da vida, da tempestade do amor.
Porque a vida e o amor são mesmo isso. Polos opostos, luta, vitória, cansaço, aconchego.

Sempre adorei esta música, mais numa versão que em outras, mas é inevitável que ela não nos traga alguma nostalgia pelas pessoas que já fomos e foram ficando no passado.
É dentro da própria melodia que se cria, no entanto, a certeza da possibilidade, a inevitabilidade do caminho a percorrer, a paz da luta acompanhada.

A época natalícia é para mim, sempre e incomparavelmente, a mais doce, a mais meiga, a mais aconchegante, a mais fraterna.
É quando se renova em mim a esperança na humanidade e a capacidade de permanecer em luta.
É quando os que partiram se tornam mais ausentes e os que ficam mais valiosos.
É quando os sorrisos se tornam mais memoráveis e até quase se toleram os narizes gelados.
Esse é o meu Aleluia, sempre renovado, mesmo nos natais de dificuldade e provação.

Consciente de que o Hallelujah se reveste de diferentes importâncias, leituras, contextos e tempos...
Consciente do poder e da limitação de que os desejos se revestem
Desejo, ainda assim e a todos um Meigo, Quente, Esperançoso e Doce Natal








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