terça-feira, 23 de abril de 2019

To be.




A história inspiradora de uma mulher, de uma artista, de uma pessoa que se vai descobrindo e completando e que luta pelo direito de ser aquilo que é.

domingo, 21 de abril de 2019

Deixa-te corromper!

Uma das vantagens de viver numa capital que se tornou falada um pouco por todo o lado é a facilidade em contrariar aquela "pequenez" a que se remeteram os que há uns anos se viam num país pequenino e pobre. Agora podemos sempre descobrir em cada rua, esquina ou lugar um pouco mais do que mostramos ao mundo ou embeber-nos naquilo que o mundo impregnou na nossa cultura.

Esta coisa que se mistura sem se saber bem se se importou ou se se pretende exportar. Esta nova forma de vida e de estar em que os julgamentos, tal como os protocolos e as roupas, são mais leves, descontraídas e confortáveis. Uma nova, espontânea e significativa forma de te fazer sentir parte de um mundo maior do que tu, mesmo que esse mundo se materialize na cave do prédio onde tens o teu apartamento.

Eu adoro a calma da vila que me acolhe diariamente, mas fascina-me esta mistura despretensiosa e fácil e este corropio de gentes que podemos deixar imprimir-se na nossa mente numas poucas horas de observação.

O The George Pub (com música ao vivo) tem esta aura de aceitação que tanta falta faz ao mundo e por umas horas podes mesmo esquecer quanto cruéis é invejosos conseguimos ser uns para os outros. É possível neste agradável espaço renovar em ti a certeza de que existe mais para nos juntar do que para nos separar.


imagem no thefork.pt

sexta-feira, 19 de abril de 2019

"Já vi/ há dias em que tu/ não cabes em ti" - Ala dos Namorados


Fotografia de Marta Filipa Costa


"Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas
(...)
Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus
(...)
A noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p'ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro"

Ala dos Namorados
Há dias em que mais vale



quarta-feira, 17 de abril de 2019

Morte


"Conscientes da morte, saibamos endireitar as relações com os outros. Pôr cobro a uma inimizade, desculparmo-nos por uma injustiça cometida, saber reconhecer aquilo que por tacanhez não estávamos dispostos a reconhecer. Não levar tão a peito coisas que nos perturbaram demasiado: as pequenas quezílias dos outros, a sua presunção, a displicência com que se julga uma pessoa. O momento como desafio para que sintamos de uma maneira diferente.
O perigo: as relações já não são verdadeiras nem intensas porque lhes falta a seriedade momentânea que pressupõe uma certa falta de distância. E também: em relação a muitas das vivências que fazemos, torna-se decisivo que elas não estejam relacionadas com a consciência da finitude, mas antes com a sensação de que o futuro ainda será longo. A consciência da efemeridade e da morte eminente faria com que essas vivências fossem logo sufocadas à nascença" - Pascal Mercier em "Comboio Nocturno para Lisboa"

imagem no Pinterest em causosdenoiva.com,br
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