segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Café Amargo

" Tens direito ao meu pensamento, ao meu sangue, à minha vida. És a minha mulher. (...) coloco no escrever, no pronunciar o teu nome toda a minha paixão, toda a ternura, todo o meu fôlego. (..)

Não estás nesta casa, mas estás dentro de mim até ao delírio. Morrer juntos; morrer juntos, sim: para que a nossa felicidade assuste o mundo, para que o mundo saiba onde chegou o nosso amor.

Eu, (...), que duvido de tantas coisas, eu que por pensar demais me tornei incerto e hesitante. Tenho uma certeza, sólida, inabalável, soberba.
(...)aperto-te entre os braços até te sufocar, ergo-te no ar, colo os lábios aos teus lábios, bebo-te a alma, a vida, bebo-te toda.

Há um ângulo do coração, há uma dobra do teu corpo onde não tenha penetrado o meu pensamento, onde não tenha pousado a minha boca?

Vós, senhora, assim como sois, branca, perfumada, elástica, doce, seduziste-me a alma e perturbaste-me a carne irremediavelmente.
 (...) Desejo a tua carne nua contra a minha carne, desejo-te nua para te fazer gritar, para te fazer torcer, para te fazer morrer, para morrer gritando sobre ti, contigo.

Quero a tua boca percebes? Tu não queres sugar a minha vida? É para ti  tutano dos meus ossos até à última gota.(...)

Não estou apaixonado por ti, eu vivo de ti...




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Entrelaços

" Raro encontrar alguém que raramente faz questionar 
Se encontrar alguém na minha idade é fantasia
Tem vezes que parece que ela já viveu tantas versões
Das histórias que criei de mulheres na mente com adições.
Gestos e olhares delicados, que até fazem enganar,o bobo que não vê atrás disso a sua força

Logo se fez necessário lugar, horário,espaço, tempo para nós dois
E é tanto tempo na estrada, não adianta nada deixar para acertar depois.
Sabe quando não cabe dentro do corpo
Surge um sentimento, um crescimento,uma vontade de ser algo bem maior, pois é isso que merece."

  Scalene

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

27 ossos - Tânia Cravalho



Comovente fio condutor, 
impressionante jogo cénico, 
brilhante leveza de movimentos.


                                         

27 OSSOS

COMPANHIA NACIONAL DE BAILADO, TEATRO MARIA MATOS E TEATRO SÃO LUIZ

Sinopse

Dança 
19 jan – 4 mar 
Ciclo Tânia Carvalho
Vislumbres de 20 anos a fazer orquéstica no reverso das palavras 
(uma lentidão que parece uma velocidade)

Criei esta peça de forma a parecer uma memória de uma peça que, imaginando, tivesse visto há muito tempo.                          
Transpus essa espécie de, memória enfraquecida, aos movimentos e sequências das cenas dos intérpretes. Acrescentei um fantasma, como se o fantasma do teatro, e que representa a memória coletiva dos espectadores. 
As cenas aparecem e desaparecem como quando nos estamos a tentar lembrar de algo. O que fica, o que desaparece.  
Vinte sete ossos (número de ossos em cada mão e em cada pé) a memória da pianista -  representada pelas mãos, a memória dos bailarinos - representados pelos pés. 
Tânia Carvalho


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Comboio Nocturno para Lisboa



Cativante desde o primeiro segundo.
Interessante para qualquer português.
Meigo, doce e inesperado.
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