sábado, 18 de janeiro de 2014
Guess What...
Compreendi como as mulheres podem ser complexas quando decidi tirar a manhã para fazer só e absolutamente aquilo que me apetecesse...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Falling out of love is hard... Falling by betrayal is worse
Abre-se dentro de nós um abismo por onde achamos possível cair...
Abrem-se as feridas que não temos...
Cria-se o desconforto do desgosto, da tristeza, da dor
Recolhe-se todo o nosso ser num novelo de espinhos
Podemos senti-lo escorregar nas cataratas da nossa raiva,
do nosso pesar
Momentos em que sentimos pena de nós
Do que nos magoaram
Do que não protegeram
Dos pedidos que não foram ouvidos
das promessas desfeitas
Sentimos escorrer as lágrimas
Que concretizam a dor que não sabemos quantificar
Embalamo-nos a nós próprios
Sentimo-nos o mais abandonado dos seres
Rogamos aos céus
uma outra vida
uma outra hipótese
uma outra realidade
Desejamos com todas as nossas forças
que o tempo se desorganize
que possamos ser outros
que possamos ser engolidos pela dor
e devolvidos como seres inteiramente novos
sem lembranças, sem conhecimentos...
Desejamos hoje, desejámos ontem...
Sabemos que o amanhã
Nos trará,
invariavelmente,
apenas
a nós mesmos
O que me serviu de inspiração: "Impossible" - James Arthur
Abrem-se as feridas que não temos...
Cria-se o desconforto do desgosto, da tristeza, da dor
Recolhe-se todo o nosso ser num novelo de espinhos
Podemos senti-lo escorregar nas cataratas da nossa raiva,
do nosso pesar
Momentos em que sentimos pena de nós
Do que nos magoaram
Do que não protegeram
Dos pedidos que não foram ouvidos
das promessas desfeitas
Sentimos escorrer as lágrimas
Que concretizam a dor que não sabemos quantificar
Embalamo-nos a nós próprios
Sentimo-nos o mais abandonado dos seres
Rogamos aos céus
uma outra vida
uma outra hipótese
uma outra realidade
Desejamos com todas as nossas forças
que o tempo se desorganize
que possamos ser outros
que possamos ser engolidos pela dor
e devolvidos como seres inteiramente novos
sem lembranças, sem conhecimentos...
Desejamos hoje, desejámos ontem...
Sabemos que o amanhã
Nos trará,
invariavelmente,
apenas
a nós mesmos
O que me serviu de inspiração: "Impossible" - James Arthur
sábado, 11 de janeiro de 2014
Nos braços de ninguém...
Chega a casa.
Abre a porta e antevê o silêncio a escuridão
de uma casa vazia de gente, vazia de vida. Percorre o comprido corredor
passando por divisões que há algum tempo estão vazias mas que outrora estiveram
cheias de barulho, de sonhos, de desilusões.
Pára à porta daquele que foi
o seu quarto desde sempre. Sorri, embora triste. As alterações que aquele
espaço sofreu ao longo da sua vida e que continua a sofrer. Agora encontra-se
quase dotado ao abandono, mas é bom voltar a encontrar-se dentro dele. È
aconchegante, reconfortante…
Os objectos parecem
sorrir-lhe de entre as cores quentes que predominam. Descobriu-se apaixonada
pelo Oriente e por isso as cores, os motivos, tecidos e objectos orientais
predominam. Até os aromas que ficam das velas, que agora raramente acende, a
transportam para outros mundos que não conhece, mas que recorda como se já lá
estivesse estado ou vivido.
A antecipação é a mais pura
forma de prazer e por isso pousa tudo, acende uma vela e deixa cair o corpo
ocidentalmente exausto num almofadão confortável cuja localização a deixa ver,
a partir da janela, a noite que cai lá fora, a serra que se impõe, mesmo
longínqua e à noite.
Deixa-se envolver pela
sensualidade do espaço. Não quer estar triste, não quer sentir-se sozinha.
Olha o corpo que a roupa
ainda fresca não tapa e a pele brilha de um bronzeado que começa a desaparecer
mas que lhe recorda momentos em que a loucura não lhe permitia sentir-se tão sozinha, tão cansada do mundo…
È uma pele jovem, bem
cuidada, brilhante, macia que reclama a atenção que deveria receber…
O silêncio, a escuridão, a
chama da vela que arde logo ali, a ausência de gente, o aroma, o afrodisíaco
aroma oriental…
Deixa-se levar por mãos de
alguém que não conhece e que já não tem a certeza de vir a conhecer…
Alguém capaz de ser diferente
num mundo cheio de iguais e goza de novo o prazer da antecipação. Um dia vai
descobrir alguém assim, sem dúvida que sim…
E é este o momento de maior
prazer… quando ainda não se tem, quando ainda não se tentou tudo, quando há
ainda alguma coisa para querer ter ou dar…
Este é o momento mais fiável
porque nos pertence por inteiro, só em nós começa e é em nós que repousa e só
nós o podemos recordar.
Voltar a parar um instante no
tempo, nesta escuridão, nesta paz e recordar o melhor momento do que nunca se
passou. E fazê-lo com ternura, com carinho porque as personagens agem com uma lógica
que nós conseguimos compreender…
E compreender faz-nos
acreditar que dominamos e saber que dominamos reconforta, acalma.
Deixa-se ficar assim envolvida
por um corpo que não existe, deliciada com beijos que não recebe…
A vela há muito que deixou de
arder, embora o aroma permaneça… E ela também…
Quem olhasse de fora veria
apenas um bonito corpo que o vestido de Verão transparecia e um rosto jovem que
dormia em paz.
Acharia que era uma pessoa
feliz e quase que acertava.
Não era feliz, mas estava
serena.
Tinha adormecido nos braços
de ninguém e sem dúvida que este era o peito mais reconfortante que tinha
encontrado para finalmente poder dormir.
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